Um homem de 70 anos foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (22) em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, após ser identificado como responsável por circular pela cidade com um veículo que exibia mensagens de incitação à violência e símbolo nazista.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada como racismo, com base na Lei 7.716/89, que criminaliza a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito, além de proibir expressamente a divulgação do ideário nazista.
A guarnição foi acionada para averiguar um GM Classic Spirit, que estava estacionado em via pública com um adesivo no vidro traseiro trazendo a frase “Brasil guerra civil já”, acompanhada de uma cruz suástica. No local, os policiais constataram o fato e verificaram que o veículo estava trancado.
Funcionários de um estabelecimento próximo relataram que o carro havia apresentado pane mecânica e que o condutor deixou o local caminhando em direção ao sul da cidade. Durante a confecção do boletim de ocorrência, a guarnição tomou conhecimento de que vídeos do veículo circulando por Araranguá já estavam sendo amplamente divulgados nas redes sociais.
Imagens de uma câmera de monitoramento confirmaram a versão da pane. O condutor foi descrito como um senhor de meia-idade, com cabelo e barba brancos, vestindo camiseta e bermuda azuis, que estava acompanhado de um cachorro branco com preto no colo.
Em consulta aos sistemas policiais, o veículo estava registrado em nome de Luiz de Bittencourt Silveira, que foi identificado no boletim para fins de apuração e responsabilização. Rondas foram realizadas nas proximidades, mas o homem não foi localizado naquele momento.
Mesmo com a ausência do condutor, a Polícia Militar registrou formalmente a ocorrência e determinou a remoção do veículo, que foi encaminhado à delegacia por ser considerado objeto de crime. A legislação brasileira prevê que a divulgação de símbolos, emblemas ou mensagens associadas ao nazismo configura crime inafiançável.
Posteriormente, conforme apurado, o responsável pelo veículo foi localizado, conduzido à Central de Plantão Policial e preso em flagrante. Em depoimento, ele admitiu que encomendou e colou pessoalmente os adesivos, mesmo tendo sido alertado por familiares sobre possíveis problemas legais.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: Jornal Razão
Jornal Razão

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