Um dos suspeitos de envolvimento na execução de um jovem, de 19 anos, queimado vivo em Itajaí, por meio da prática conhecida como “micro-ondas”, foi preso nesta terça-feira (27), quase dois anos após o crime. A prisão preventiva foi cumprida durante uma ação da Polícia Civil na comunidade conhecida como Matadouro.
Suspeito de execução de jovem no ‘micro-ondas’ é preso em SC
Em 4 de março de 2024 um corpo carbonizado, parcialmente enterrado, foi encontrado no alto do morro da comunidade do Matadouro.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios de Itajaí, aponta que a execução do jovem ocorreu pelo método “micro-ondas”, que consiste em aprisionar a vítima ainda viva dentro de pneus e atear fogo.
Os elementos reunidos ao longo da apuração indicam que o homicídio teria sido determinado por uma facção criminosa que atua na região e executado por integrantes do grupo.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário. O homem preso foi levado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça.
Crime ocorreu em 2024
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição recebeu a informação de que havia sido cometido um homicídio nas imediações do local e que durante as buscas, a vítima foi encontrada parcialmente enterrada, com diversas marcas de violência pelo corpo.
O jovem, de 19 anos, tinha passagens por tráfico de drogas e, apesar de possuir família em Itajaí, vivia em situação de rua em razão do vício em drogas.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil conseguiu mapear a dinâmica do crime e identificar os envolvidos.
Em fevereiro de 2025, quatro pessoas já haviam sido presas durante a Operação Êxodo, que aprofundou a apuração sobre a execução do jovem, terminando com a conclusão do inquérito nesta terça-feira.
Foto: PC Itajaí/Reprodução/ND Mais

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