Agressão em supermercado, mãe com filho autista é agredidas em Bombinhas

Jornal Razão

Uma confusão registrada em um supermercado do bairro Bombas, em Bombinhas, terminou com o registro de um boletim de ocorrência por lesão corporal leve na Polícia Civil.

Segundo o boletim, o caso aconteceu por volta do meio-dia do dia 1º de fevereiro de 2026. A mulher envolvida relatou que estava no estabelecimento acompanhada dos dois filhos para fazer compras. Após concluir as compras, ela se dirigiu ao caixa e solicitou atendimento prioritário em razão das condições de saúde das crianças, que, conforme informado, possuem alto grau de autismo e apresentam intolerância à espera.

Ainda de acordo com o relato, três mulheres aguardavam atendimento no local, sendo que uma delas afirmou estar grávida e que deveria ser atendida primeiro. Diante da situação, a mãe procurou a gerência do supermercado para tratar da prioridade no atendimento. Ao retornar à fila, uma das mulheres teria feito comentários afirmando que ela não deveria sair com os filhos em público por conta da condição deles.

A comunicante informou à polícia que tentou explicar o motivo de estar acompanhada das crianças, relatando que é mãe em processo de divórcio. Nesse momento, a discussão teria evoluído para uma briga. Conforme o boletim, a mulher afirmou que teve os braços segurados pelas outras envolvidas e sofreu agressões na cabeça, reagindo em seguida para se defender.

Ainda segundo o registro policial, a mulher tentou acionar a Polícia Militar no local, mas, devido ao estado emocional das crianças, que teriam entrado em crise, decidiu deixar o supermercado e ir diretamente à delegacia para formalizar a ocorrência.

O boletim informa também que o supermercado possui câmeras de monitoramento, que poderão auxiliar na apuração dos fatos. A comunicante manifestou interesse em exercer o direito de representação contra as autoras das agressões.

O que diz a empresa

Em resposta jurídica, a empresa responsável pelo estabelecimento afirmou que não houve falha na prestação do serviçoe que o atendimento prioritário foi respeitado. Segundo a manifestação, após a cliente informar a condição da criança, uma colaboradora teria orientado o encaminhamento ao caixa preferencial e solicitado ao operador que finalizasse o atendimento já em andamento para, na sequência, atendê-la, conforme prevê a legislação.

A empresa declarou ainda que, antes da conclusão do atendimento em curso, a cliente teria se dirigido a outras consumidoras que já estavam no caixa preferencial, questionando a prioridade e ultrapassando a fila, o que teria dado início a uma discussão verbal. Conforme relatos mencionados no documento, a situação evoluiu para agressões físicas entre as próprias envolvidas.

De acordo com o posicionamento, colaboradores intervieram imediatamente para separar as partes e cessar a confusão. Um responsável pela unidade teria comparecido ao local e adotado medidas para restabelecer a ordem, incluindo a liberação de um caixa exclusivo para que a cliente finalizasse as compras.

Sobre a atuação policial, a empresa informou que a Polícia Militar chegou ao local cerca de uma hora após o ocorrido, quando as partes já não estavam mais no estabelecimento. Em relação às imagens de videomonitoramento, a empresa afirmou que os registros foram preservados e poderão ser fornecidos exclusivamente às autoridades policiais ou judiciais, mediante solicitação formal, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.

O caso segue sob apuração, com versões distintas apresentadas pelas partes.

Fonte: Jornal Razão