Alerta dos EUA leva Polícia Civil a agir, e operação previne atentados em escolas de Santa Catarina

Jornal Razão

Dois adolescentes são investigados em Santa Catarina após publicarem conteúdos extremistas nas redes sociais e, segundo a Polícia Civil, manifestarem intenção de realizar ataques violentos. A investigação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em duas cidades do estado na manhã desta quarta-feira, 4 de março.

A operação, denominada Salvaguarda, foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais. A ação contou com apoio de policiais civis de Blumenau, Videira e Tangará.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após informações repassadas pela agência norte-americana Homeland Security Investigations, ligada à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A partir desses dados, equipes da Gerência de Cyberinteligência passaram a monitorar perfis em redes sociais e identificaram dois adolescentes que estariam divulgando conteúdos ligados à ideologia neonazista e mencionando possíveis ataques.

Um dos investigados mora em Blumenau. Conforme apurado pela polícia, ele teria buscado instruções na internet sobre a fabricação de explosivos e utilizava códigos associados a grupos de supremacia branca.

O outro adolescente, localizado em Videira, mantinha conversas sobre uso de armas e treinamento tático. Nas publicações e mensagens analisadas pelos investigadores, também apareceriam referências ao regime nazista e ao ditador Adolf Hitler.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que agora serão analisados. Também foram encontrados objetos considerados armas brancas, como canivetes, um punhal e um soco inglês, além de materiais que, segundo a investigação, poderiam ser utilizados na produção de artefatos explosivos.

A polícia também recolheu diversos itens com simbologia associada ao nazismo. Todo o material será encaminhado para perícia para aprofundamento das apurações.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação foi interromper a possível preparação de ataques e impedir a disseminação de ideologias extremistas. O caso segue em investigação e os adolescentes podem responder por atos infracionais equivalentes a crimes previstos na Lei nº 7.716, que trata de racismo e discriminação.

As autoridades afirmam que a análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos deve esclarecer o alcance das conversas e identificar eventuais outras pessoas envolvidas. Enquanto isso, o trabalho de monitoramento em redes sociais continua para prevenir novos episódios semelhantes.

Fonte: Jornal Razão