Marca de azeite famosa é proibida pela Anvisa, vendas suspensas em todo o Brasil

Foto: Banco de Imagens/ND Mais

Com origem desconhecida, azeite extra virgem tem venda e propaganda proibidas em todo o país; Anvisa alerta para anúncios em sites de compras online

O Governo Federal proibiu, nesta segunda-feira (16), a venda e o consumo do azeite de oliva extra virgem da marca San Olivetto em todo o território nacional.

A medida, determinada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), foi motivada pela descoberta de que o produto tem origem desconhecida e apresenta graves irregularidades nas empresas responsáveis por sua chegada ao mercado.

A decisão do azeite proibido, publicada no DOU (Diário Oficial da União), é rigorosa: além da proibição da venda, estão vetadas a fabricação, importação, distribuição e até a propaganda do produto.

A Anvisa também determinou a apreensão de todos os lotes que ainda estiverem em circulação no país.

A Anvisa também determinou a apreensão de todos os lotes que ainda estiverem em circulação no país.

O principal motivo para o veto é a inconsistência nos dados das empresas que constam no rótulo do azeite:

Importadora: o rótulo aponta a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda, porém o CNPJ da empresa está suspenso pela Receita Federal desde maio de 2025.

Distribuidora: a empresa listada como responsável, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, foi oficialmente encerrada (baixada) em novembro de 2024, após encerramento por liquidação voluntária.

Como as empresas responsáveis “não existem” juridicamente ou estão irregulares, a Anvisa concluiu que não há qualquer garantia sobre a procedência ou a segurança alimentar do que está dentro da garrafa.

Até o momento, os representantes das marcas do azeite proibido não foram localizados pelo ND Mais para prestar esclarecimentos. O espaço segue aberto para manifestação.

Alerta para compras online

Apesar da proibição, a reportagem identificou que anúncios do azeite San Olivetto ainda podiam ser encontrados em grandes plataformas de e-commerce, como Shopee e Mercado Livre. A Anvisa reforça que o produto não deve ser adquirido, independentemente do preço ou da plataforma de venda.

Casos de azeites irregulares têm se tornado comuns no Brasil, envolvendo desde misturas com óleos proibidos até falsificação de rótulos. A orientação para o consumidor é:

Casos de azeites irregulares têm se tornado comuns no Brasil, envolvendo desde misturas com óleos proibidos até falsificação de rótulos. A orientação para o consumidor é:

Desconfie de preços muito abaixo do mercado.
Verifique a lista de marcas suspensas no site da Anvisa ou do Ministério da Agricultura.

Fonte; ND+