Investigação aponta que homem mantinha histórico de violência antes de sequestrar ex em SC

Foto: Freepick/ND

 Polícia Civil concluiu a investigação sobre um caso de sequestro em Cocal do Sul, que teve como vítima uma mulher de 39 anos, mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro. O crime ocorreu no final de setembro, quando a vítima ficou desaparecida e incomunicável por quase três dias. A investigação revelou rotina de violência antes do cárcere.

O inquérito foi conduzido pelo delegado José Antônio Amabile, e o suspeito, 43 anos, está preso desde o dia 28 de setembro, data em que foi capturado ao retornar com a vítima para Cocal do Sul.

A investigação teve início no dia 26 de setembro, após denúncias feitas por familiares da vítima. Eles relataram que a mulher foi retirada de casa à força pelo ex-companheiro e levada para um local desconhecido. A Polícia Civil apurou que o ex-casal mantinha um relacionamento “extremamente conturbado”, marcado por violência psicológica, física e patrimonial.

“Diante dos fatos e da preocupação com a integridade física e a vida da vítima, a Polícia Civil requereu a prisão preventiva do suspeito no mesmo dia do sequestro, sendo deferida pelo Poder Judiciário com o parecer favorável do Ministério Público”, informou o delegado.

Prisão aconteceu quase três dias depois ao início do sequestro em Cocal do Sul

De acordo com a investigação, o homem usou o celular da ex-companheira para entrar em contato com a mãe dela. Em uma única mensagem, ele informou que a mulher estava com ele em um local isolado e sem qualquer tipo de comunicação.

“A comunicação continha ainda a exigência de que a decisão que fosse tomada por ‘eles’ deveria ser aceita pela família”, explicou o delegado.

Polícia Civil concluiu a investigação e suspeito segue preso

A vítima permaneceu desaparecida e incomunicável até a manhã do dia 28, quando os policiais interceptaram o veículo em que o casal estava e prenderam o sequestrador.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário, e o suspeito segue preso à disposição da Justiça.

Fonte: ND mais