Belo Horizonte — A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG) divulgou o balanço oficial do período chuvoso, que se estendeu de 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026. O estado registrou 92 mortes — o maior número em duas décadas, superando o recorde anterior de 74 óbitos do período 2019/2020.
Além disso, mais de 1 milhão de pessoas foram afetadas em todo o território mineiro, com cerca de 12 mil desabrigadas (que perderam a residência e precisaram de abrigos públicos) e mais de 14 mil desalojadas (acolhidas por familiares ou amigos).
A tragédia foi marcada principalmente por deslizamentos de encostas, enchentes e cabeças d’água, com forte concentração na Zona da Mata. Apenas o evento extremo de fevereiro de 2026 nessa região respondeu por 74 mortes, sendo:
Juiz de Fora: 66 mortes
Ubá: 8 mortes
As outras 18 mortes (com base nos registros consolidados da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros) ocorreram ao longo dos seis meses em diversos municípios, entre eles:
Ipatinga e outras cidades da região do Vale do Aço: registro expressivo de vítimas (incluindo episódios de enchentes e deslizamentos em janeiro, com impacto relevante em infraestrutura).
Outras cidades com óbitos isolados ou em menor escala: Sabará, São Thomé das Letras, Pouso Alegre, Santa Rita de Caldas, João Pinheiro, Eugenópolis, Porteirinha, Muriaé, Santana do Riacho e localidades adicionais na região metropolitana de Belo Horizonte e outras regiões.
O volume de chuva em Juiz de Fora chegou a mais de quatro vezes a média mensal em fevereiro, provocando um dos piores desastres naturais por chuvas no Brasil nos últimos. Bairros inteiros foram atingidos por deslizamentos, com casas soterradas e vias destruídas. Em Ubá, as enchentes também causaram soterramentos e desaparecimentos (o último corpo foi encontrado em meados de março).
Impacto geral no estado
Foto: CBMG-MG/Divulgação

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