Marcos Oliveira, eternizado pelo público como o Beiçola de “A Grande Família”, abriu o coração ao falar sobre um dos momentos mais delicados de sua vida. Aos 69 anos, o ator, que hoje vive no Retiro dos Artistas, detalhou problemas de saúde, dificuldades financeiras e um golpe que resultou em uma dívida de cerca de R$ 350 mil. Assim, o relato expõe não apenas perdas materiais, mas também uma sequência de desafios que impactaram diretamente sua rotina.
Além disso, o artista descreveu complicações médicas que mudaram completamente sua qualidade de vida. Ele convive com uma colostomia e enfrentou uma fístula grave, condição que trouxe infecções recorrentes.
“Eu tomava antibiótico de farmácia e comecei a ficar resistente. Um dia passei mal, bati a cabeça e quase morri em casa. Fui para o posto de saúde do Santa Marta (Clínica da Família Santa Marta, em Botafogo, no Rio), e o médico disse que teria que ir para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Fui para lá imundo, sujo, me deixaram sedado. Me deram antibiótico venoso, não funcionou… Acabei ficando 14 dias lá. Nesses 14 dias, não teve problema de comunicação de fezes com o xixi, então eles fizeram a colostomia. Isso foi no dia 30 de dezembro de 2021. Voltei para casa. No dia 16 de junho de 2022, fui para o Souza Aguiar de novo e um médico me operou… Fiquei todo esse tempo em casa, e as contas chegando”.
Enquanto enfrentava esse cenário, as despesas aumentaram. Por outro lado, o afastamento do trabalho dificultou a entrada de recursos. Dessa forma, o ator passou a depender de ajuda externa, o que abriu espaço para uma situação ainda mais delicada.
Golpe agrava crise financeira
Foi nesse contexto que Marcos Oliveira afirma ter sido vítima de um golpe. Segundo ele, um homem se aproximou com a promessa de oferecer apoio. No entanto, a relação rapidamente se transformou em prejuízo.
“Teve um cara que falou que ia me ajudar. Entrou na minha casa, pegou meu telefone, meus cartões, todo o dinheiro que as pessoas me doaram e ainda pegou mais empréstimo no banco. Então ele fez empréstimo consignado de R$ 23 mil pelo INSS. Na minha conta corrente, ele pegou R$ 50 mil e mais um dinheiro que estava lá. Na conta da minha firma, ele me raspou R$ 45 mil. No outro banco, ele tirou mais R$ 85 mil de empréstimo e mais R$ 45 mil que eu tinha no banco. Enfim, eu estou devendo R$ 350 mil. Está na Justiça”, contou.
De cordo com o artista, o assunto virou caso de polícia: “Consegui minha advogada, fizemos todo o levantamento, fomos à delegacia, fizemos o B.O. Fui a quarta pessoa. Ele já fez isso com três outras pessoas da terceira idade. Golpista”.
Além disso, o caso já segue na Justiça. O ator buscou apoio jurídico e formalizou a denúncia. Ainda assim, o impacto financeiro permanece, o que mantém a situação sob pressão. Ao mesmo tempo, o episódio levanta alerta sobre golpes direcionados a pessoas idosas, especialmente em momentos de vulnerabilidade.
Por consequência, a rotina de Marcos Oliveira passou a exigir ainda mais cautela. Embora conte com suporte institucional no Retiro dos Artistas, ele segue lidando com as consequências do prejuízo acumulado.
Saúde impacta vida pessoal e intimidade
Paralelamente, o ator também comentou mudanças profundas em sua vida pessoal. Ao relembrar o passado, ele falou com franqueza sobre experiências e contrastes com o presente. “Eu era 300 km por hora. Já fiz a quatro, a sete. Sete personas. Homem, mulher… O mundo encaretou. Até porque hoje em dia tem muitos riscos, antigamente as pessoas eram mais leves. Pintava um lance, o lance acontecia numa boa e acabava”, destacou Oliveira.
Hoje, se pintar um lance, no dia seguinte está no Instagram não sei de quem. Essa coisa da internet, câmera de telefone, f*deu. A gente perdeu privacidade. Se você ajoelhar e rezar Pai-Nosso vão pensar que você está fazendo outra coisa”.
No entanto, a realidade atual é bem diferente. As condições de saúde limitaram sua vida sexual, o que ele descreve de forma direta. “Nada, acabou tudo. O mundo caiu. Eu tenho problema aqui embaixo, cara. Estou com fístula, um monte de coisa. Estou com colostomia, de vez em quando dói. Então, não tenho mais”, disse.
O piupiu já deitou e dormiu. Talvez numa outra encarnação, nessa não vai mais. Sexo faz parte da vida. É uma necessidade fisiológica. Aí misturam sexualidade com afetividade…”
E prosseguiu “Claro que eu não vou para o sexo com uma pessoa que me odeia, e nem com uma pessoa que eu odeio… Na base do sexo, pode acontecer tudo. Freud explica. É ali que você expõe a sua persona. O tesão nunca se perde, a coisa fica na cabeça. Agora o estado físico não acontece [para ele]. A vida tem fases. Você aproveita as fases dela e quando vai acabando, vai acabando”.
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