Megaoperação contra lavagem de dinheiro prende 49 suspeitos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Foto: PCSC/Divulgação/ND

Uma megaoperação prendeu 49 pessoas nesta quinta-feira (16), suspeitas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico. Segundo a Polícia Civil, duas pessoas foram presas em Santa Catarina e ao menos 47 no Rio Grande do Sul. Além disso, R$ 130 milhões em bens foram bloqueados.

Ao todo, a Operação Turrim Lavare cumpre, nesta manhã, 209 medidas cautelares, resultado de um ano de investigação. São 68 prisões preventivas, 74 bloqueios de contas bancárias, seis sequestros de imóveis e a apreensão de 24 veículos.

Em Santa Catarina, foram duas prisões e seis mandados de busca e apreensão. Uma pessoa foi presa preventivamente, e outros dois mandados foram cumpridos em imóveis nos bairros Carianos e Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis. Além disso, uma pessoa foi presa em Vargem Bonita, no Oeste catarinense.

No Rio Grande do Sul, a polícia cumpriu mandados em 17 municípios. Foram presos líderes regionais e comparsas moradores do litoral gaúcho. Além disso, a Justiça decretou a prisão preventiva de um grande líder estadual de organização criminosa no Rio Grande do Sul, que já havia sido detido recentemente fora do país por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Conforme o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações, esta fase da operação, que foca na lavagem de dinheiro, é importante porque atinge a alta cúpula do narcotráfico gaúcho.

Esquema de lavagem de dinheiro pulverizava valores do tráfico entre ‘laranjas’

Segundo os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Delvalhas Liedtke, responsáveis pela investigação, o esquema de lavagem de dinheiro pulverizava os valores do tráfico em “laranjas”, inserindo-os no sistema financeiro e na compra de veículos e imóveis.

As movimentações bancárias eram planejadas e passavam por várias etapas de pulverização, iniciando com pequenos valores e utilizando contas de idosos, laranjas, contas de passagem (com depósitos e saques rápidos) e casas lotéricas.

Esse dinheiro, eventualmente, parava nas mãos de líderes, gerentes e operadores do tráfico de drogas de outras cidades, o que resultava em um montante milionário.

Segundo a polícia, um ponto que chamou a atenção foi o recrutamento de pessoas com histórico criminal grave — como tráfico, homicídios e roubos — para receber e repassar o dinheiro.

Em 2023, a Operação Turrim prendeu 65 criminosos e apreendeu 30 armas de fogo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na época, a quadrilha era investigada por tráfico de drogas, homicídios nos dois estados e ameaças a policiais. Foram presos preventivamente empresários, comerciantes e um advogado.

Fonte: Nd+