Na noite deterça-feira (28), por volta das 18h25, um tornado atingiu em cheio as zonas rurais de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, causando pânico e destruição no Noroeste do Rio Grande do Sul.
A Defesa Civil estadual informou que, antes do ocorrido, havia emitido um Alerta Laranja às 17h14 (com vigência até as 20h10) prevendo granizo e rajadas intensas para aquela região, com base nas imagens do radar meteorológico de Chapecó (SC). Contudo, o órgão admite que, devido à distância de aproximadamente 200 km entre o equipamento e as cidades afetadas, o monitoramento da camada mais baixa da atmosfera (acima de 4,5 km de altitude) não foi capaz de captar a rotação próxima ao solo que antecede a formação de um tornado.
A tempestade que gerou o fenômeno é classificada como uma supercélula - um tipo de sistema climático agressivo, dotado de uma corrente ascendente giratória, capaz de produzir granizos grandes, vendavais e, em condições específicas, tornados. Enquanto as equipes da Coordenadoria Regional de Santo Ângelo percorrem as localidades atingidas para concluir o levantamento completo dos prejuízos ao longo desta quarta (29), as prefeituras locais já atuam em regime de emergência. Em Giruá, as comunidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo foram as mais castigadas, com inúmeras residências severamente danificadas, além de registros de moradores feridos, queda maciça de árvores e perdas significativas na pecuária. Já em Senador Salgado Filho, a prioridade é a desobstrução de estradas rurais ainda bloqueadas por troncos e galhos, e a orientação à população é para que evite deslocamentos desnecessários.
O meteorologista Piter Scheuer fez um alerta contundente: as condições atmosféricas ainda são favoráveis à formação de novos episódios isolados de tornado, especialmente na região Noroeste do Estado. Paralelamente, a situação hidrológica segue crítica. A Defesa Civil mantém o alerta para os rios Uruguai (entre São Borja e Uruguaiana) e Sinos (em São Leopoldo), que persistem acima do nível de inundação. Também há risco elevado de transbordamentos nos cursos d’água do Jacuí (de Dona Francisca a Cachoeira do Sul), Taquari (entre Encantado e Taquari), Caí (de São Sebastião do Caí a Montenegro) e Gravataí (no trecho entre Gravataí e Cachoeirinha).
Fonte: Catve
Foto: ar.inspiredpencil.com

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