A previsão de liberdade de Sean “Diddy” Combs, mais conhecido como P. Diddy, sofreu uma alteração após o rapper se envolver em uma confusão dentro da unidade prisional onde cumpre pena nos Estados Unidos. Inicialmente, a expectativa era de que ele deixasse a prisão em janeiro de 2028. Agora, a data foi transferida para fevereiro do mesmo ano, segundo informações divulgadas pelo TMZ.
Aos 55 anos, o artista está detido na Instituição Correcional Federal de Fort Dix, em Nova Jersey. Ele foi levado para a unidade em outubro do ano passado, depois de permanecer por quase um ano no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
A condenação de Diddy ocorreu em julho de 2025. O músico recebeu uma pena de quatro anos e dois meses de prisão após ser considerado culpado de duas acusações relacionadas ao transporte de pessoas com finalidade de prostituição. As acusações estavam ligadas ao deslocamento de acompanhantes contratados para encontros sexuais envolvendo duas mulheres que mantinham relacionamentos com o rapper.
O caso foi enquadrado na chamada Lei Mann, legislação norte-americana que criminaliza o transporte de pessoas entre estados para fins de prostituição. Segundo os promotores, Combs teria pressionado duas mulheres a participarem de encontros sexuais com acompanhantes masculinos e, em determinadas ocasiões, fornecido drogas para que elas permanecessem envolvidas nas atividades durante períodos prolongados.
As reuniões, que também teriam sido registradas em vídeo, eram chamadas de “Freak Offs”.
Julgamento envolveu acusações mais graves
Apesar da condenação, Diddy não foi considerado culpado pelas acusações de maior gravidade apresentadas no processo. Um júri de Nova York o absolveu das acusações de tráfico sexual e conspiração de extorsão.
Com isso, o rapper acabou condenado apenas pelos crimes relacionados à promoção e facilitação da prostituição. O processo, no entanto, trouxe à tona uma série de relatos de supostos abusos que teriam se estendido por aproximadamente duas décadas.
Ex-namoradas prestaram depoimento
Durante o julgamento, os promotores sustentaram que Combs teria coagido duas ex-companheiras, Casandra Ventura e uma mulher identificada judicialmente apenas como “Jane”, a participar de encontros sexuais com profissionais contratados, em situações nas quais havia consumo de drogas.
O julgamento durou oito semanas e contou com relatos considerados contundentes pelas testemunhas, além de provocar intensa repercussão na imprensa dos Estados Unidos.
Após a sentença, proferida em 3 de outubro, a defesa do músico solicitou ao juiz Arun Subramanian que Fort Dix fosse indicada como a instituição responsável pelo cumprimento da pena. O pedido tinha como objetivo, segundo os advogados, “a fim de tratar questões relacionadas ao uso de drogas e maximizar as oportunidades de visita familiar e de reabilitação”.
Fonte: Portal Leo Dias
Foto: Reprodução

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