O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a perda do cargo do juiz federal Eduardo Appio. O magistrado é suspeito de furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau, maior cidade no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) agora precisa validar a decisão, de quinta-feira (27). A suspeita de furto ocorreu em setembro e outubro de 2025. Appio estava afastado há cerca de oito meses do cargo quando a investigação veio à tona.
Procurado nesta sexta-feira (28), o juiz afirmou que "são 32 anos de dedicação ao serviço público honesto sem um único dia de licença. A decisão (tomada por maioria) é injusta e desproporcional. Tenho fé em Deus e nas instituicões."
Em 2025, ao colunista Ânderson Silva, da NSC, o magistrado havia explicado que a situação se tratava de um “mal-entendido”, que sempre pagou por todas as despesas e afirmou que entraria com ações de reparação.
Apesar de estar lotado na 18ª Vara de Curitiba (PR), Appio residia em Blumenau na época do caso de furto. Em 2023, atuou nos processos da Lava Jato e foi afastado da operação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Depois, teve a transferência definitiva da função.
Suspeita de furto
O boletim de ocorrência que deu origem à investigação foi feito pelo segurança do mercado onde os crimes teriam ocorrido.
Segundo o documento, em duas datas diferentes, 20 de setembro e 4 de outubro, o estabelecimento registrou o furto de duas garrafas de champanhe da marca Moët, sendo uma em cada data.
Vídeos divulgados pelo g1 mostraram o magistrado circulando pelo estabelecimento nas duas ocasiões (assista acima).
O registro detalhou que o autor do crime seria “um senhor com idade aproximada de 72 anos, que utiliza óculos e possui estatura aproximada de 1,76m” e disse que após o delito suspeito "deixou o local conduzindo um veículo Jeep Compass Longitude D".
Após o juiz ser apontado como suspeito, a Polícia Civil passou o caso para o TRF, uma vez que apenas o órgão pode investigar magistrados de primeiro grau.
A reportagem procurou o TRF-4 e questionou o órgão sobre o que acontecerá com o processo que investiga o furto das bebidas e qual o prazo para a decisão pelo CNJ. Não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Fonte: G1
Foto: Reprodução

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