O Poder Judiciário decretou a prisão temporária dos pais de 22 anos que levaram um bebê de 5 meses morto a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Criciúma (SC) na segunda-feira (31). Eles estão detidos por outro crime, no entanto: abandono de incapaz, já que deixaram outro filho, de 4 anos, sozinho no carro, por duas horas, durante o atendimento. f
A Polícia Civil informou, ainda, que outro caso relacionado ao casal será investigado: em 2025, eles haviam levado outro bebê, de 7 meses, sem vida a uma unidade de saúde da cidade. Na época, a morte foi registrada como acidental.
A advogada Jocielma Lobato, que faz a defesa do casal, manifestou-se sobre o caso. "Estão se precipitando no julgamento dos meus clientes, pois aconteceu uma fatalidade com a morte do bebê. No processo, não consta nenhum laudo médico sobre o estado da criança".
O g1 não divulgou o nome dos pais para não identificar os filhos.
Inicialmente, o casal foi preso em flagrante na manhã de segunda-feira (31), após a Polícia Militar e o Conselho Tutelar encontrarem a criança de 4 anos presa dentro do carro no estacionamento da UPA.
O menino é filho da mulher e enteado do homem. Já os bebês que morreram, dois meninos, eram filhos dos dois.
Polícia investiga casos de três crianças relacionadas ao casal
A delegada Ana Elisa Vargas de Souza, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa (Dpcai) de Criciúma, informou que a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o abandono de incapaz em relação ao menino de 4 anos.
Ele foi encontrado com fome e sinais de falta de higiene, tendo urinado dentro do carro, conforme o Conselho Tutelar.
Também há uma investigação em relação ao bebê de 5 meses levado sem sinais vitais à UPA, na segunda.
"Trata-se da apuração de uma morte suspeita, cujas circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas, inclusive a partir dos laudos periciais, para verificar eventual responsabilidade criminal", declarou a delegada.
Durante o atendimento ao casal, na segunda, os profissionais da UPA consultaram a ficha deles no sistema. Foi nesse momento que apareceu que eles haviam levado no ano passado o bebê de 7 meses sem sinais vitais ao posto de saúde do bairro Mina do Mato.
A delegada esclareceu que, na época, o caso foi registrado como morte acidental. Porém, como este é o segundo bebê sem vida que o casal leva a uma unidade de saúde, o Ministério Público pediu que essa morte também seja investigada.
"Estão sendo apuradas as circunstâncias da morte e a eventual existência de crime", disse a delegada.
Foto: IMAS/Divulgação

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