O influenciador digital Cesar Rincon publicou em seus stories no Instagram um anúncio indicando que estará em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul na próxima semana.
Além de realizar a entrega de um prêmio, o influenciador afirmou que aproveitará a viagem ao Sul do país para praticar a caça, atividade pela qual é amplamente conhecido na internet.
Rincon anuncia caçada em SC
“Tenho entrega de prêmio na próxima semana em SC e RS e já vou aproveitar pra fazer aquela caçada! Agora sim vão tentar cancelar ‘us’ guri!“, escreveu o influenciador na publicação compartilhada com seus seguidores.
Histórico de controvérsias com abate de animais
A frase irônica sobre “cancelamento” refere-se tanto a episódios recentes quanto ao histórico do criador de conteúdo com a prática do manejo do animal.
Em ocasiões anteriores, o influenciador gerou fortes debates nas redes sociais após publicar vídeos mostrando o abate de dezenas de javalis. Em uma das publicações, Rincon comemorou o abate de mais de 150 animais em uma única operação, além de postar imagens caçando a espécie a partir de um helicóptero.
As publicações dividiram opiniões: de um lado, defensores do agronegócio destacaram a importância do controle populacional do javali por se tratar de uma espécie exótica invasora e praga agrícola; de outro, críticos apontaram crueldade e questionaram a exposição do abate nas redes sociais.
Briga e confusão na Festa do Peão de Barretos
Além das controvérsias envolvendo a caça, a declaração surge logo após o influenciador ser alvo de polêmicas durante a Festa do Peão de Barretos.
Na ocasião, uma discussão no camping do evento envolvendo sua equipe culminou na depredação do trailer de um casal de criadores de conteúdo e agressões físicas.
Após a repercussão negativa, Rincon deixou o lugar, publicou retratações públicas e adquiriu um novo veículo/trailer para indenizar o casal atingido.
O que diz a legislação sobre a caça do javali em SC e RS
O javali-europeu (Sus scrofa) é considerado uma espécie exótica invasora e sem predadores naturais no Brasil. Por esse motivo, Santa Catarina regulamentou o controle populacional e o manejo dos animais.
Contudo, para realizar a atividade dentro da legalidade, o praticante precisa estar cadastrado nos sistemas competentes (como o CTF e o Simaf, no Ibama), portar autorização dos proprietários rurais das áreas e utilizar armamento devidamente registrado perante o Exército Brasileiro.
A exposição excessiva de fotos e vídeos dos abates também pode gerar questionamentos ambientais e sanções dependendo da regulamentação local.
Fonte: Nd Mais
Foto: Cesar Rincon/Reprodução/Redes Sociais/ND Mais

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