O primeiro fim de semana do mês de setembro foi marcado pelo frio intenso no Centro-Sul do Brasil. O cenário é resultado da atuação de uma massa de ar de origem polar associada a um centro de alta pressão.
Além da ocorrência de neve em Urubici e Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, e em São José dos Ausentes e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, outras cidades da região Sul, incluindo o Paraná, registraram temperaturas negativas, chuva congelada e geada. O Sudeste também chamou a atenção: São Paulo teve, na última segunda-feira (7/9), a tarde mais fria para um mês de setembro desde 2000, com máxima de 13,6°C, segundo a Climatempo.
Mas até quando o frio continua? De acordo com o meteorologista Guilherme Borges, as temperaturas seguem baixas até quarta (9), quando começam a subir gradativamente no Sul e no Sudeste. O alívio, no entanto, será breve.
+ Confira como fica o tempo na sua cidade
O especialista ouvido pela Globo Rural reforça que uma nova massa de ar frio avança sobre o país no fim de semana e provoca outra queda nas temperaturas. Este segundo episódio, porém, não deve repetir a intensidade do primeiro. Mesmo com o domínio de áreas de nebulosidade e instabilidade, que dificulta a elevação dos termômetros, a expectativa é que o frio seja menos acentuado e abrangente.
“Vamos passar por uma variabilidade bem interessante no clima. Ainda teremos temperaturas mais baixas até quarta e daí esquenta, mas logo volta a esfriar de novo. E, conforme a gente vai avançando para o fim do inverno, a perspectiva indica que a primavera e os meses que compreendem a nova estação sejam caracterizados por massas mais quentes. É a configuração que vai aparecer muito”.
A ausência de calor por períodos prolongados tem relação com a frequência da passagem de frentes frias no país, condição considerada normal no inverno, aponta Celso Luis de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK.
“E por que isso vem acontecendo? Porque os sistemas meteorológicos estão se formando mais ao norte, sobre Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, fazendo com que a chuva e o frio sejam intensos. Este El Niño lembra o fenômeno de 2015, quando o inverno e o início da primavera também foram chuvosos e com pouco calor. Naquele ano, o calor tornou-se mais persistente a partir de novembro, que é algo também esperado para 2026”.
O cenário atual não significa que o Brasil terá frio durante a primavera. Depois da transição entre as estações, a previsão indica temperaturas acima da média nas cinco regiões.
Fonte: Globo rural
Foto: Divulgação/Mycchel Legnaghi

0 Comentários