A contagem regressiva para o fim do inverno já começou no Brasil. Apesar das baixas temperaturas e de registros recentes de neve, chuva congelada e geada no Sul, a primavera se inicia em 22 de setembro, às 21h05 (de Brasília), conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A chegada da nova estação vai além do desabrochar das flores, sua principal característica, porque também provoca mudanças graduais nas condições climáticas. As temperaturas tendem a subir, com manhãs agradáveis, tardes quentes e ocorrência de pancadas de chuva à noite. Além disso, o regime de precipitação se transforma, mas de maneira diferente em cada região brasileira.
“É um período em que as características do inverno ainda podem estar presentes, enquanto as condições típicas do verão começam a se estabelecer. Por isso, acompanhar a previsão do tempo se torna importante. No geral, é uma estação marcada pela chegada do calor e aumento das chuvas e que prepara o caminho para o verão”, explica Kerollyn Andrzejewski, meteorologista da Tempo OK.
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Em 2026, com a atuação do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alcançar a categoria “muito forte”, a primavera deve dividir o país em duas partes na questão climática, completa a especialista.
“Nos três Estados do Sul, assim como no Mato Grosso do Sul, São Paulo e partes no sul e oeste de Minas Gerais e no sul do Rio de Janeiro, a estação será muito chuvosa. Não será estranho municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul receberem mais de 1 mil milímetros em 90 dias, quando o normal seria 650. Há enorme potencial para transtornos no campo e nas cidades, como aumento do nível de rios, erosões e fechamento de rodovias. Isso sem contar vendavais e granizo”.
No restante do país, mais especificamente nas áreas que englobam o Norte e o Nordeste, além de Mato Grosso e Goiás, no Centro-Oeste, os volumes de chuva previstos ficarão abaixo da média. A condição, se confirmada, pode prejudicar o transporte de pessoas e produtos pelos rios, elevar o risco de queimadas e atrasar as atividades agrícolas.
“A maior anomalia negativa, ou seja, os locais que receberão menos água em relação ao normal para época do ano serão o Pará e Amazonas. Em Manaus, por exemplo, o total acumulado pode chegar a pouco mais de 100 milímetros, bem menos que a metade”.
A primavera será quente?
De acordo com Kerollyn Andrzejewski, o calor intenso fica no Centro-Norte em razão da falta de chuva. A especialista destaca ainda que, entre o Pará e o Amazonas, a média pode ficar quase 5°C acima do normal. Enquanto isso, a recorrência de frentes frias deixa o tempo diferente no Sul.
"A temperatura oscila entre a média e abaixo da média no Rio Grande do Sul e na costa de Santa Catarina por conta da grande quantidade de nuvens e avanço de frentes frias. No Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, as temperaturas ficam mais baixas do que o esperado para essa época do ano, principalmente até novembro, voltando a se elevar consideravelmente em dezembro".
Fonte: Globo Rural
Foto: Canva/Creative Commons

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