O nome por trás da generosa doação de R$ 20 milhões que acaba de movimentar os bastidores do Sport Club Internacional é Delcir Sonda. A conta bancária que salva o time gaúcho também foi marcado por uma intensa disputa financeiras do esporte mundial.
O empresário, cuja fortuna é estimada em R$ 5 bilhões, é o comandante da rede Sonda Supermercados, mas também foi o homem que apostou no talento de Neymar muito antes da fama.
De vendedor de feijão a império varejista: quem é Delcir Sonda?
Antes de lidar com cifras milionárias no futebol, a família Sonda começou do zero. Na década de 1960, no interior do Rio Grande do Sul, a família transportava feijão para grandes capitais.
Hoje, a realidade é outra. O Sonda Supermercados, focado no estado de São Paulo, possui mais de 40 lojas e 9 mil colaboradores.
Tornou-se uma das redes que mais faturam no Brasil, apostando em inovação, como lojas 24 horas e e-commerce de ponta.
Foi essa fortuna construída no varejo que permitiu a Delcir, um torcedor apaixonado, injetar os R$ 20 milhões no Internacional “colocando os interesses da instituição acima de tudo”, como celebrou o clube.
Apostou em Neymar, mas o retorno foi amargo
Mas se no Inter a relação é de amor, com o craque Neymar o sentimento é de revolta. Em 2009, o Santos precisava de dinheiro para manter sua jovem promessa.
Sonda, através de sua empresa de investimentos DIS, pagou cerca de R$ 5 milhões por 40% dos direitos de Neymar. Segundo o Jornal Estadão, em reprodução do The New York Times, a relação era íntima. O magnata e a família do jogador comiam pizza e jogavam bilhar juntos frequentemente.
A ruptura aconteceu na polêmica transferência do craque para o Barcelona, em 2013. Sonda acusa a família de Neymar e o clube espanhol de fecharem acordos paralelos secretos, mascarando o valor real da venda. A DIS recebeu apenas 6,8 milhões de euros, muito menos do que sua fatia original valeria.
O impacto na Justiça: R$ 183 milhões em jogo
Segundo a reportagem do jornal norte-americano, Sonda chegou a mover um processo na Espanha pedindo prisão para os envolvidos e uma indenização de R$ 183 milhões.
Para o magnata, o dinheiro era o de menos. “Eles me enganaram. Eu preciso saber o que aconteceu”, declarou o empresário à época.
Fonte: Nd Mais
Foto: Reprodução/ND Mais

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