Mulher é detida em Itajaí suspeita de agredir filho de 9 anos e causar fratura com vassoura

Foto: Arquivo Pessoal/ND Mais

Uma mulher foi presa em flagrante nesta quinta-feira (23), em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, acusada de agredir o próprio filho, de apenas 9 anos, com um cabo de vassoura. O caso chocou a comunidade escolar e mobilizou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e profissionais da saúde.

A agressão foi descoberta quando o menino chegou chorando à Escola João Duarte, onde estuda no 3º ano do ensino fundamental. Ele se queixava de fortes dores no braço e apresentava inchaço no pulso.

Ao ser questionado pela equipe pedagógica, o aluno relatou que havia apanhado da mãe com um cabo de vassoura.

Segundo a Secretaria de Educação, a orientadora da escola entrou em contato com a mãe da criança, que confirmou a agressão e afirmou: “Bati mesmo”. Ainda por telefone, a mulher disse que não iria até a escola e que poderiam chamar a polícia.

Diante da gravidade da situação, a escola seguiu o protocolo recomendado pelo Conselho Tutelar: acionou o órgão de proteção à criança e levou o menino ao Hospital Pequeno Anjo, onde exames de raio-X confirmaram uma fratura no osso próximo ao pulso. A criança precisou ser imobilizada com gesso.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao hospital, ouviu os relatos da orientadora e da equipe médica. Enquanto os policiais colhiam informações, a mãe da criança apareceu no local e recebeu voz de prisão em flagrante por maus-tratos. Ela foi conduzida à CPP (Central de Plantão Policial) sem apresentar lesões.

De acordo com o Conselho Tutelar, a criança foi encaminhada para acolhimento institucional e permanecerá sob os cuidados da rede de proteção até que a Justiça defina as medidas cabíveis. O conselheiro Israel acompanhou o caso desde o hospital.

Protocolo da escola seguiu orientação do Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar reforçou que, em casos de suspeita ou confirmação de violação de direitos, como maus-tratos, a escola deve:

Comunicar imediatamente o Conselho Tutelar;

Acionar os responsáveis legais da criança — se o responsável for o agressor, seguir com as medidas legais;

Registrar boletim de ocorrência;

Acionar o SAMU ou Corpo de Bombeiros se houver risco à saúde da criança;

Encaminhar a criança ao atendimento médico e garantir o retorno seguro à unidade escolar;

Após a alta médica, o Conselho Tutelar aplica as medidas de proteção necessárias.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a mãe poderá responder por crime de maus-tratos, com agravante por lesão corporal contra menor de idade.

Fonte: ND+