O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Último Recurso, com o objetivo de apurar fraudes em concursos públicos realizadas por uma empresa organizadora e com possível envolvimento de servidores municipais no Extremo Oeste catarinense.
A ação é resultado de investigação conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Maravilha, com apoio do GAECO, e é um desdobramento da segunda fase da Operação Electus, que já vinha apurando irregularidades em certames públicos na região.
Mandados e medidas judiciais
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no município de Flor do Sertão (SC). Além disso, a Justiça determinou a suspensão do exercício da função pública de dois servidores municipais investigados.
As ordens foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste.
Esquema de fraude investigado
De acordo com o Ministério Público, a investigação apura a atuação de uma empresa responsável pela organização de concursos públicos que teria manipulado gabaritos e resultados classificatórios, favorecendo determinados candidatos.
Segundo as informações, a prática consistia em orientar candidatos previamente escolhidos a ingressar com recursos administrativos contra questões da prova. A partir disso, a empresa promovia interferências indevidas nos gabaritos, alterando resultados e beneficiando participantes específicos — prática que originou o nome da operação, “Último Recurso”.
Operação Electus e alcance regional
A Operação Último Recurso é continuidade da segunda fase da Operação Electus, deflagrada em outubro de 2025, que atingiu municípios de Santa Catarina e do Paraná, incluindo São Bernardino, Saltinho, Santa Terezinha do Progresso, Campo Erê, Palmitos, São Ludgero, Entre Rios, União do Oeste, Jardinópolis e Marmeleiro (PR).
O objetivo é desarticular um possível esquema estruturado de fraudes em concursos públicos e processos seletivos, com indícios de atuação coordenada entre empresa organizadora e agentes públicos.
Material apreendido e andamento da investigação
Os materiais coletados durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. Após os laudos, as evidências serão examinadas pelo GAECO para aprofundamento das investigações, identificação de novos envolvidos e apuração de eventual rede criminosa.
O procedimento tramita em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a liberação judicial dos autos.
O que é o GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas em todo o estado.
Fonte: TiviNet
Foto: Divulgação

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