Pai e filha foram absolvidos pela segunda vez da acusação de homicídio qualificado pela morte de Luiz André Alves, ocorrida em setembro de 2020, na zona rural de Jaraguá do Sul. O novo julgamento aconteceu nessa terça-feira (25), após o Ministério Público de Santa Catarina recorrer da primeira absolvição.
Eles já haviam sido absolvidos por legítima defesa no primeiro julgamento. No novo júri, os jurados confirmaram o entendimento anterior e novamente votaram pela absolvição, com quatro votos favoráveis. A defesa celebrou a decisão.
Caso teve versões contraditórias
O crime ocorreu em 20 de setembro de 2020, na localidade da Tifa Macuco Grande, quando a vítima, então marido e genro dos acusados, foi morta por um disparo de arma de fogo artesanal e golpeada com uma faca. Inicialmente, a família afirmou que o homicídio teria sido cometido por criminosos ligados a uma facção, versão que foi descartada pela investigação da DIC (Divisão de Investigação Criminal).
Durante o processo, também houve divergências sobre a autoria do disparo. Os jurados entenderam que a companheira da vítima não efetuou o tiro. Para a defesa, o disparo teria acontecido de forma acidental durante a disputa pela arma, que era improvisada. Já sobre o pai, prevaleceu novamente a tese de legítima defesa.
Vítima tinha histórico criminal
Luiz André Alves tinha 24 anos, era natural de Canoinhas e estava em liberdade provisória. Ele possuía passagens policiais por furto, rixa, lesão corporal contra criança e maus-tratos. Segundo laudos, ele tentou se defender durante a briga, chegando a bloquear o disparo com a mão antes de ser baleado.
Pai e filha são absolvidos e caso é encerrado
Pai e filha responderam ao processo em liberdade até o novo julgamento. Com a decisão desta terça-feira, o caso é encerrado no Tribunal do Júri, mantendo-se a absolvição dos dois acusados.
Fonte: ND+
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