Bunker revelado em SC expõe método sofisticado que camuflava cocaína em peças metálicas

Foto: Polícia Federal / ND Mais

A Polícia Federal detalhou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (4), como funcionava um esquema de tráfico internacional de drogas entre Santa Catarina e Europa.

A apreensão de mais de meia tonelada de cocaína em um bunker revelou o funcionamento de uma empresa de fachada em Blumenau, no Vale do Itajaí, e terminou com a prisão, na quinta-feira (3) do seu dono em sua mansão na Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

O delegado explicou que o esquema ocorria há aproximadamente dois anos. A droga chegava da Bolívia para Santa Catarina, era embalada e colocada em blocos de liga metálica no galpão da empresa, e depois enviada em cargas de navio para a Europa.

“Ela era armazenada e depois oculta nesses blocos de liga metálica, uma forma de metal com cimento. Tudo isso para dificultar a fiscalização”, detalhou Schrank.

A Polícia Federal ainda investiga quais portos eram usados pela quadrilha e a rota feita da Bolívia  até Santa Catarina, de onde seguia para a Europa. O nome da empresa e do proprietário permanece em sigilo.

Investigação que descobriu cocaína em bunker começou a partir de estrangeiros que vinham a SC

Segundo o delegado, a investigação teve início em junho, quando a Polícia Federal identificou uma ligação entre britânicos e a empresa de Blumenau, suspeitando do tráfico de drogas.

A presença de outros cidadãos britânicos chamou a atenção da polícia. Com o avanço da investigação, descobriu-se que o dono da empresa de ligas metálicas tinha ligação com esses britânicos, envolvidos no tráfico internacional de drogas.

“Houve a vinculação dos presos aqui pela Polícia Federal com cidadãos britânicos, conhecidos por atividades de tráfico e procurados por organismos internacionais”, explicou Schrank.

Apesar da base da quadrilha estar em Santa Catarina, a organização contava com apoio logístico de brasileiros residentes no exterior e era liderada por estrangeiros. A PF afirma que novas diligências estão em andamento para identificar outros envolvidos no esquema e mapear a extensão da rede no Brasil e no exterior.

Dono morava em mansão na Lagoa da Conceição

O dono da empresa, preso na terça-feira (3), morava em uma mansão na Lagoa da Conceição, que contava com piscina e academia privativa. No local, foram apreendidos vários veículos de luxo — incluindo três motocicletas, com valores estimados entre R$ 80 mil e R$ 200 mil, dois jetskis e um SUV — além de joias e documentos.

Fonte: ND+