As buscas pela pequena Yasmin Sechini, de 9 anos, chegaram ao nono dia nesta sexta-feira (9) e seguem mobilizando uma grande força-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
A criança desapareceu junto com a mãe, Patrícia Sechini, de 33 anos, na quinta-feira (1º), enquanto a família estava nas proximidades do rio. Patrícia foi localizada no sábado (3), a cerca de dez quilômetros do ponto onde ocorreu o desaparecimento. A menina, no entanto, segue desaparecida.
Segundo o tenente Éros Alfredo Jahn Filho, os trabalhos começaram ainda no dia 1º de janeiro e, desde então, vêm sendo realizados de forma ininterrupta e em diferentes frentes.
Buscas por criança desaparecida
De acordo com o oficial, nos primeiros dias as buscas se concentraram nas proximidades do local do acidente, com o apoio de sobrevoos de helicóptero, uso de drones e varreduras pelas margens do rio.
O trabalho, no entanto, enfrenta uma série de dificuldades, como correnteza forte, mata densa, terreno irregular, pedras, quedas d’água e riscos elevados, inclusive para pessoas não treinadas que tentam ajudar.
“É um ambiente extremamente perigoso. A correnteza é muito forte, há muitos obstáculos naturais e o risco é alto para quem não possui técnica e equipamentos adequados”, explicou o tenente.
Com o passar dos dias, a estratégia foi ajustada. Agora, as buscas estão concentradas na região do encontro do rio Chapecozinho com o rio Chapecó. Conforme o tenente Éros, devido à força da correnteza e ao tempo decorrido, existe a possibilidade de que a vítima tenha sido levada até esse trecho, onde o fluxo da água começa a ficar mais tranquilo.
Todo o trabalho é cuidadosamente mapeado e acompanhado por meio de georreferenciamento, o que permite evitar retrabalhos e garantir que nenhuma área fique sem varredura. A diminuição do nível do rio nos últimos dias também contribuiu para melhorar a visibilidade em alguns pontos estratégicos.
Nesta nova etapa, as equipes utilizam embarcações motorizadas e a remo, além do apoio de drones. Os bombeiros iniciaram as buscas cerca de 600 metros abaixo do encontro dos rios, navegando pelo rio Chapecó e, posteriormente, subindo o rio Chapecozinho até onde for possível.
O tenente destacou ainda a complexidade da operação, que envolve profissionais de diversas unidades do Estado. A maior parte da equipe é formada por integrantes do 14º Batalhão de Bombeiros Militar, de Xanxerê, incluindo a Força-Tarefa, grupo especializado e com treinamento específico para atuação em áreas de alto risco.
“São profissionais experientes, com histórico de atuação em grandes ocorrências, como as enchentes no Rio Grande do Sul e o desastre de Brumadinho. Esse preparo técnico é fundamental para garantir a segurança da equipe durante as buscas”, afirmou.
O Corpo de Bombeiros também agradeceu o apoio da Polícia Civil e do Saer-Fron, que disponibilizou helicóptero para auxiliar nas operações em diversos dias. As buscas seguem ao longo do dia, com avaliação constante das condições do local e adaptação das estratégias conforme a necessidade.
Desaparecimento de mãe e filha
Testemunhas relataram que mãe e filha estavam em um momento de lazer quando entraram no rio Chapecozinho, possivelmente, para tentar atravessá-lo, e acabaram sendo arrastadas pela forte correnteza. O desaparecimento foi registrado no entardecer de quinta-feira (1º).
Desde então, os agentes realizam buscas para tentar localizar as vítimas do acidente. Nesse sábado, a mãe, Patrícia foi encontrada presa a uma das margens do rio. Neste domingo, os esforços se concentram na localização da criança.
Fonte: nd+
Fonte: nd+
Foto: Vinicios Ranzan/ND Mais

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