A Polícia Civil investiga a morte de um cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, que pode ter sido espancado por adolescentes. O caso está sob apuração da Delegacia de Proteção Animal da Capital e ganhou grande repercussão nas redes sociais, com versões conflitantes e denúncias ainda não confirmadas.
Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela DPA, desde o registro das ocorrências formalizadas a Polícia Civil atua no caso, mas há muitos desencontros de informações sendo divulgados publicamente. Conforme explicou, são dois fatos distintos em investigação.
O primeiro envolve o cão conhecido como Orelha, que foi encontrado lesionado. De acordo com a delegada, o animal precisou ser hospitalizado em razão da gravidade dos ferimentos. O segundo episódio refere-se a um cão caramelo, que, conforme relato de testemunha, teria sido visto sendo levado ao mato por um adolescente, mas depois conseguiu sair do local.
A delegada esclareceu que vêm sendo divulgadas informações nas redes sociais apontando que um grupo de adolescentes, que estaria causando algazarra na região, seria responsável pelos dois episódios. Também circulam relatos sobre a existência de vídeos que mostrariam as agressões. No entanto, segundo a Polícia Civil, essas informações ainda não se confirmaram, nem mesmo pelas testemunhas que afirmaram ter visto imagens que teriam circulado em grupos de WhatsApp.
A Polícia Civil informou que realiza diligências preliminares para esclarecer os fatos. Caso seja confirmada a participação de adolescentes, o relatório investigativo será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, responsável pelos procedimentos quando há suspeita de ato infracional.
A delegada também afirmou que está sendo verificada a eventual participação de um pai, inclusive com a suspeita de que um policial civil teria feito contato com uma testemunha. Conforme explicou, se essa suspeita for confirmada, será instaurado procedimento específico para apurar possíveis crimes conexos praticados por maiores de idade.
Por fim, a Polícia Civil reforçou o compromisso com a investigação e fez um apelo para que as denúncias sejam registradas o mais rápido possível. Segundo a delegada, o tempo pode comprometer diligências importantes, como perícia no animal e obtenção de imagens, o que prejudica o trabalho investigativo. A orientação é que qualquer pessoa com informações concretas procure diretamente a Polícia Civil, independentemente de classe social ou vínculo entre os envolvidos.
Fonte: Jornal Razão
Jornal Razão

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